terça-feira, 18 de dezembro de 2007

Os Reféns do Natal


Se há marca registada do Natal é o extremo consumo. Promoções fazem-se, novos produtos vendem-se e no fim compra-se tudo. Podemos criticar, mas cada um é livre de fazer o que quer. Mas o Natal mostra um lado da realidade que não nos apercebemos, não porque escolhamos não nos aperceber, mas porque já se tornou tão banal que se esconde nesse mesmo banalizo, como se uma capa fosse; falo das doações feitas pelos centros comerciais a instituições de caridade por cada compra nossa lá. A necessidade do ser humano se sentir bem consigo mesmo é explorada até à exaustão. Perante a compra naquele centro comercial, e outro de preços iguais, mas sem doar o que quer que seja, a tendência será escolher aquele que lhe irá dar o conforto, o bem-estar de saber que doou, saber que esta a contribuir para algo, tornando-se assim refém de si mesmo, refém do Natal. E milhões de Euros entram nestas plataformas comerciais, explorando a imagem de pessoas que precisam dessas instituições para sobreviver, ao mesmo tempo que passam a imagem de beneficiários e não de exploradores, recebendo a compaixão daquele que explora; e esses, são os reféns de primeira linha, aqueles que de tanto precisarem, apontam a arma a si mesmos.
Estamos perante algo eticamente reprimível e condenável; porque nada se faz, porque não se pára esta exploração de imagem e sentimentos? Infelizmente o nada fazer, é a resposta. Por vezes temos de ignorar o que é eticamente correcto, para fazer o correcto. E porque? A resposta a esta pergunta está noutra pergunta; serão mesmo estas plataformas de consumo selvagem os verdadeiros culpados? Por cada compra de um produto alguns cêntimos são doados a uma instituição, é isto que se promete; então, o consumidor nada doa, quem doa é o centro, é retirado do lucro uma pequena parte para ser então distribuída, o consumidor nada faz, não abdica de nada, sente-se bem por nada ter feito; ele não quer doar, ele apenas quer a recompensa de doar, explora a duplicar, explora a imagem das instituições e explora o centro, ele esta ali a fazer um negócio. No fim nada o distingue do centro. A única coisa real é essas instituições, elas precisam do dinheiro, porque várias pessoas dependem dela, se a exploração da imagem dela, e das pessoas do qual necessitam dela, para fins comerciais, por muito eticamente desprezível que seja, garante a sua sobrevivência e o bens estar de muitos, temos apenas de as tolerar; pelo menos até melhor alternativa surgir.

Crenças de Natal



Associamos o natal às prendas, isto porque somos logo em crianças condicionadas a isso; antes de nos explicarem o porque da comemoração é nos dada prendas, não sabemos porque, mas agradecemos. Duas grandes figuras marcam o natal, o Pai natal e Jesus; um nos é dito que existe e distribui prendas, o outro nos é dito que existiu no passado. Com o passar dos anos a crença no pai natal é morta, dizem que ele não existe, mas, estranhamente, ninguém nos diz que Jesus provavelmente também não existiu. Se um adulto diz que acredita no pai natal é ridicularizado pelo facto de acreditar, mas se disser que acredita em Jesus é dado como normal. Claro que podem argumentar que há indícios que podem levar à prova da sua existência, e eu concordo, pois quando milhões acreditam em algo, indícios começam a aparecer em todos os cantos, mas um indício não é uma prova. Mas podemos ser mais arrojados, substituímos Jesus por Deus, porque acreditar em Deus é melhor, mais normal, mais saudável, que acreditar no pai natal? Podemos dizer que nunca ninguém viu o pai natal e que nunca ninguém recebeu prendas do pai natal; muito bem, eu a isso digo o mesmo de Deus, nunca ninguém o viu, pior, ele diz amar a humanidade e no entanto há guerras e doenças. Tudo o que Deus faz é pró nosso bem, se há guerras e doenças é porque é necessário; então eu digo que nunca ninguém recebeu prendas do pai natal porque é pró nosso bem, o pai natal tem uma razão para isso. Porque ninguém considera ambos como reais, mas altamente incompetentes? Há guerras porque Deus tem mais que fazer, não há prendas do Pai natal por compaixão com Deus.

sábado, 15 de dezembro de 2007

Imigração



Vivemos numa época, onde a liberdade de ideais esta limitada ao politicamente correcto. E o que é o politicamente correcto? É o oposto de tudo o que Nazis defendiam.
Uma definição simples, mas é esta a qual seguimos nos últimos 60 anos. Pouco se quer saber se o que se defende merece algum crédito; se foi defendido por algum partido, ou indivíduo com pretensões nazis, então é para ser descartado.

A defesa contra a Imigração feita pelo PNR, é sistematicamente condenada, ridicularizada, ignorada. Porque isto acontece?
Aqui não se discute se este partido tem ou não razão neste assunto, mas sim a sua opinião ser condenada sem antes ser ouvida só por ser anti-imigração. Será pelos seus membros serem na maioria neo-nazis?

Os partidos ditos politicamente correctos, nomeadamente os de esquerda (e alguns de Direita), abatem qualquer assunto ou discussão sobre a imigração com o argumento de que “os imigrantes vêm fazer os trabalhos que os portugueses não querem fazer”, o que é um bom e válido argumento; o problema do mesmo é o facto de nos vender uma ilusão. Perante tal argumento somos tentamos a acreditar que evoluímos ( por falta de melhor palavra) para um estado de desenvolvimento onde já temos condições para, em plena consciência, negarmo-nos a realizar determinados trabalhos. E certamente que muitos dos portugueses o podem fazer, mas longe serão a maioria.

Como podemos deixar passar impune tal argumento? Ao mesmo tempo que se diz que os imigrantes vêm fazer trabalhos que os portugueses não querem, vemos os mesmos portugueses a baixar os salários, pois podem ser substituídos por um imigrante. Como pode ser isto possível? Se os mesmos vêm fazer os trabalhos que os portugueses não querem, então não deveria existir qualquer concorrência, mas ela existe; talvez porque a taxa de abandono escolar esteja nos 39%, talvez porque as habilitações dos portugueses serem baixas, talvez os portugueses não tenham outra hipótese se não ficar com esses trabalhos, mesmo que não queiram. Certamente que o aumento da taxa de imigração esteja de alguma forma relacionada com o aumento da taxa de desemprego, pois segundo o Governo, os inscritos nos centros de empregos tem na sua maioria qualificações baixas ( se é verdade ou não, não sei), se os trabalhos para pessoas com qualificação baixa esta ocupado por imigrantes, o que sobra para estas pessoas?
E perante isto que vemos nós? imigrantes médicos, e porque? Porque não foram formados os suficientes; então agora temos imigrantes para os trabalhos mais qualificados, e imigrantes para os trabalhos menos qualificados, onde ficam os portugueses nisto tudo? Certamente que não é o fim do país, longe disso, mas uma coisa é certa, alguém vai ficar sem trabalho para um imigrante que veio fazer um trabalho que supostamente ninguém quer fazer; onde com alguma imaginação chegamos a conclusão que são todos os trabalhos.

Este texto pode ser encarado como um texto anti-imigração, ficando dentro dos textos politicamente incorrectos, apesar de apresentar os seus argumentos e não ofender alguém, mas não o é, o que se pretende é honestidade neste assunto; nós não somos a Alemanha, Suécia, ou qualquer outro país europeu cujos seus membros podem dar ao luxo de negarem trabalhos, temos uma realidade própria e é a isso que nos devemos concentrar.


Sigur

sexta-feira, 7 de setembro de 2007

Um mundo à parte





Autarquia de Odivelas, uma das mais recentes e maiores em Portugal, e que apesar de tão breve tempo de actividade colecciona já um dos maiores passivos a nível nacional.

Este post da autoria dos dois chulos activos do blogue recairá, então, sobre a “requalificação do (...) território” segundo palavras dum não menos maravilhoso cartaz.
Claro que poderíamos começar por falar no constante aparecimento de novos edifícios de habitação, que tanto caracterizam o concelho; poderíamos até eventualmente especular que se Odivelas viesse a ter uma mascote este seria um edifício, mas “isso ficará para outras lutas”.
Comecemos então por mostrar o inicio:

Tudo começou com a construção de rotundas quando tal era “necessário” (ou não) para “melhorar” o trânsito dentro da cidade. Esta velha pioneira do “movimento estilístico” mostra já traços daquilo que se viria a generalizar no resto da cidade (procederemos um pouco mais à frente a explicações): reparem bem nos elementos “decorativos” desta obra arquitectónica, nomeadamente do belo banco de jardim para os velhotes estarem no centro da acção e verem as viaturas a passar de um lado para o outro (isto é melhor do que aqueles “home cinema” com aqueles sistemas de som a 3D), uma rotunda amiga da cidade, preocupada com o bem-estar dos seus cidadãos.
A verdade é que Odivelas chegou ao século XXI como um grande concelho, e como uma “autarquia pouco equilibrada financeiramente”. Mostrava-se então na posição ideal para dar o passo seguinte, partir para a modernidade e evoluir; e o que significa modernidade para a câmara de Odivelas? Rotundas, mas não umas quaisquer, estamos a falar de rotundas “ainda mais” evoluídas.



De facto evolução parece ser a palavra de ordem, mas e o bem-estar humano? O belo do banco de jardim desapareceu do meio das rotundas! Os velhotes já não podem ver a Volta a Portugal do melhor lugar. Pois, se calhar é pelo facto de algumas rotundas se encontrarem na zona nova da cidade. Ainda não há pessoas a viver para aquelas bandas, e mesmo que haja estas serão mais jovens e irão preferir ficar em casa a ver o “mar de telenovelas” que passa na TV. No entanto há uma coisa a apontar: nós não conseguimos mostrar a verdadeira dimensão desde novo “movimento arquitectónico” pois se pensavam que estas eram as únicas rotundas da zona nova estão muito enganados. Existem mais umas quantas irmãs gémeas que resolvemos não captar com a máquina (senão, também não fazíamos mais nada na vida). Temos aqui mais duas “belas senhoras” redondas desta vez tiradas noutro local da cidade. A obesidade não afecta só os homens, como poderemos verificar nas fotos:


De facto esta 3º evolução é constituída por rotundas maiores com 2 e 3 vias de circulação, quando na realidade só a via do meio é utilizada. Ora, o bom português é muito calculista e acha que “no meio é que esta a virtude”. Além disso, o responsável pelo aparecimento destas duas obras foi contagiado pela euforia da construção dos estádios do Euro2004 se não reparem bem no holofote central que serve para iluminar a rotunda. Mais parece ter vindo directamente do campo do Odivelas F.C. (ora o meu Microsoft Word não reconhece a palavra “Odivelas”, inadmissível; uma terra em franco crescimento).
No entanto, estas 2 rotundas não conseguem rivalizar com aquilo que mostraremos a seguir.












Aqui está uma das mais recentes criações da Câmara de Odivelas. Onde antes existia um minúsculo cruzamento podemos encontrar agora esta autêntica “Rotunda do Marquês de Pombal versão Odivelas” Realmente não iguala o número de vias de trânsito da sua irmã da capital mas é igualmente imponente, senão vejamos: 3 vias de circulação, 2 viadutos e jardinzinho todo “cocó”. O quadro seria digno de se colocar num museu não fosse esta placa de umas das ruas que a rotunda liga, estar neste estado. Para construir viadutos e jardinzinhos todos maricas para as rotundas há dinheiro, mas as placas é outra conversa. E isto para não falarmos da manutenção que estes espaços precisam, como cortar a relva e as folhinhas secas e também o custo de água que isto representa (mais um assunto que ficará para outra altura).
Já estamos a escrever há algum tempo, mas parecendo isto meio testamento, e ainda não falámos no ex-libris da cidade. Aqui está uma foto da obra-prima do concelho. De facto é incrível o trabalho destes senhores: uma floresta a lembrar a Amazónia e ainda uma fonte luminosa para alegrar a parte mais cinzenta da cidade.Por outro lado, é uma pena não se terem lembrado de pôr um belo de um banco de jardim dourado para o Senhor, neste caso senhora presidente da autarquia, se sentar ali no seu trono e pensar que agora é uma rainha! A megalomania já “contaminou” o sexo feminino; é uma pouca vergonha. A Sra. Susana
Amador no que toca a rotundas de amador não tem nada!











quinta-feira, 6 de setembro de 2007

Os chulos e a sociedade!


Os Chulos estão neste momento sentados em um dos montes de centros comerciais que existem por este país fora.

Descontraidamente sentados escolhemos como companhia 2 Ice teas, não por termos algo contra outras marcas, mas porque não havia dinheiro para mais. Começamos a tomar atenção ao nosso redor; reparamos que à nossa frente está uma senhora que fisicamente aparenta uns quarenta anos, mas tudo nela, parece querer aparentar 18, curiosamente a idade provável da sua jovem companhia; ambas sentadas falam, do que, não sabemos e nem desconfiamos, para nós o que estava ali era uma pessoa que tentava disfarçar a sua idade, enganando o público com o seu novo visual, usando uma jovem como uma forma de dizer “olhem como a minha companhia é jovem, estaria ela aqui se eu também não fosse jovem?”, como a sociedade nos torna, como usamos o que existe à nossa volta para nos enganar.

Um pouco mais à frente, diante de um restaurante dos judeus, pelo menos é o que diz a placa, que é do género fast food, encontra-se um normal casal aos beijos. Não podemos deixar de aplaudir nas nossas mentes a originalidade do casal ou se calhar a falta de romantismo do macho, entre tantos restaurantes, porque o fast food? O romantismo acaba na carteira diz um dos chulos.

Um grupo de obesos entretanto chega, trata-se de um pai acompanhado com o seu filho, este carregado com McDonalds, curiosamente nem ficámos admirados, porque ficaríamos?

Dizemos, como sociedade, que antigamente era diferente, os valores eram preservados, e não havia rendição ao consumismo, à mera aparência, de que tanto a média vive.

Mas de quem será o problema, será que é nosso como sociedade ou nosso como indivíduos? Tantos nos falam do que está errado que deixamos de olhar pró nosso meio à procura da normalidade, limitamo-nos a encontrar aquilo que é criticável. Olhamos a senhora de quarenta anos como alguém a usar a juventude ao seu redor como forma de ela se manter jovem, porque não encaramos como alguém apenas a aconselhar uma jovem? Antigamente não teria sido assim visto como tal? O casal é criticado por não ser romântico, por poupar naqueles que é importante, mas não era o mesmo feito antigamente? Como podemos criticar o consumismo se acusamos alguém de falta de romantismo por não consumir? Eles queriam estar juntos, não seria isso o importante, não é isso que associamos ao antigamente? O pai compra McDonalds para o filho, certamente não a melhor escolha, mas ele queria passar tempo com o seu filho, não é isso o mais importante? Porque crítica a sociedade um individuo que quer passar tempo com o seu filho, que o leva a sair de casa, apenas por um simples hambúrguer? Não se fala que antigamente os pais passavam tempo com os filhos, alguém fala do que eles comiam quando juntos?

Olhamos agora para o cenário, vemos aquilo que afirmamos como sociedade como morto, algo que pertence ao passado, mas será verdade? Não estaremos nós tão obcecados com detalhes que para os nossos antepassados eram desconhecidos, que deixamos de olhar para todos os outros? Tanto não lhes tomamos atenção que achamos que morreram, que fazem parte de outra época!

segunda-feira, 27 de agosto de 2007

“Manda SMS para o 3456 e vê se os vossos nomes são compatíveis!”


É verdade! Estes clubes móveis disponibilizam agora um verdadeiro serviço de qualidade e através duma tecnologia inovadora prometem resultados com uma margem de erro “mínima”. Toda a gente já deve ter ouvido falar e até já assistiu a publicidade feita a estas empresas que apregoam a sua tecnologia adivinhadora miraculosa.
Bem, comecemos por chamar essa tecnologia pelo seu real nome: Marketing e Publicidade Consumista, ou se calhar será melhor chamá-la de «exploração das mentes leigas das “pitas” do nosso país». Sim... ainda me vão dizer quantos teenagers masculinos mandarão SMS’s para estas empresas para ver se o seu nome é compatível com o da sua colega boazona pela qual tem uma atracção física. Talvez num acto de desespero e de dúvida um puto mande o seu nome juntamente com o da sua professora que insiste em dar-lhe aulas com aqueles decotes imorais (coitadas das criancinhas, afinal todos passámos por lá) para ver se terá "futuro"!
Sendo os autores deste blog alheios aos mais variados tipos de grupos, comunidades ou organizações cabe-nos a nós ser uma voz activa e que defende os interesses da sociedade em geral. Posto isto, as campanhas publicitárias destas empresas pecam ainda por serem discriminatórias para grupos em plena ascensão da sociedade, como são o caso dos Gays e das Lésbicas. No reclame nunca publicitam hipóteses do tipo “Envia Ricardo e Sérgio” ou “Envia Maria e Isabel”, ou será que estas empresas classificam logo estas combinações como incompatíveis? Está MAL!!
Enfim, a verdade deve ser mesmo que o “infalível” programa que gere as mensagens (e que fode o saldo do telemóvel dos otários que para lá mandam SMS’s) deve mandar uma mensagem standard para todas as infelizes almas.. assim qualquer coisa do tipo “A compatibilidade dos vossos nomes é de 0,01% :( CONTINUA A TENTAR!” Coitadas das pitas que por entre muitas lágrimas (para bem das fábricas de lenços de papel) andarão a correr mundo à procura de nomes para a porcaria do programa finalmente dar “luz verde” à relação (quando uma solução bem melhor seria pedir ao companheiro para mudar de nome de 15 em 15 dias).
Isto só se pode de classificar duma forma: UMA VERGONHA! Mas que raio de país é este que permite que publicidade desta exista? Parece que continuamos e havemos de continuar na “Republica das Bananas”.

domingo, 26 de agosto de 2007

Milho transgénico em Sines!



























“Está a dar que falar o primeiro acto de desobediência civil ecológica realizada em Portugal. Ainda bem e gostaria de declarar a minha simpatia com o gesto.


Distancio-me, assim, das respeitáveis opiniões da Quercus e da Almargem - ambas com trabalho mais que meritório - que criticaram o gesto, concordando embora com os seus objectivos.”


“O que surge como condenável é a queima de 1 hectare de milho transgénico. Lamento dizê-lo, mas esse aspecto deve ser colocado na balança do ganho social que o gesto induziu”


“Pelo contrário, simpatizo com movimentos que sejam capazes de fazer saltar para o debate público os “pontos negros” da nossa civilização inovando nas acções, se necessário nos limites da lei.”


Assim diz Miguel Portas!


Eu também gostaria de declarar a minha simpatia pelo senhor Miguel Portas, nem Bush diria melhor! Aliás eu proponho o seu nome para o próximo líder do País, um homem que defende este tipo de atitudes, dignas de extrema-direita e ainda chega a deputado europeu por um partido de pseudo-extrema-esquerda, só pode merecer a minha admiração!


Pena é o seu amigo Louçã não ser como o senhor Miguel Portas; directo e honesto; teve logo de estragar tudo e dizer que não era bem assim, que podiam ter feito diferente; resumindo, tornar a sua posição politicamente correcta. Mas no entanto não deixou de mostrar a sua mestria fonética em discursos, e promoveu logo a ideia de que a acção de anulação do campo agrícola pouco importância tinha, a causa verdadeira é o milho transgénico; tentando desta forma nos impingir que nós na realidade queremos é saber do milho transgénico e não da destruição da propriedade em Silves, negando também a sua compreensão pelo importância do acto e do porque da referencia do bloco de esquerda no assunto, indirectamente afirmado que isto tudo não é mais que uma teoria de conspiração do governo, deixando assim a ideia que o BE é um grande partido da oposição (de quem não sabemos)!


“O terrorismo é matar pessoas é ofender pessoas é atacar pessoas” diz Louçã em entrevista à SIC noticias. Já era sem tempo alguém considerar ofensas como um ataque terrorista, o que é destruir o sustento de uma pessoa comparada com uma ofensa? NADA, e não me venham dizer o contrário, qualquer pessoa prefere passar fome a ser ofendido, isso é mais que sabido! Pena o senhor Louçã não ter referido que terrorismo era ATERRORIZAR pessoas, e para isso não é preciso bater em ninguém, basta destruir um edifício ou um campo agrícola, dependendo dos recursos disponíveis.


Por isso eu resolvo mostrar ao senhor Louçã (nome esse que não é reconhecido no meu Office) de uma forma rápida e simples o que se passa, usando o texto do seu amigo:


Está a dar que falar o primeiro acto de desobediência civil contra-judaica realizada em Portugal. Ainda bem e gostaria de declarar a minha simpatia com o gesto.


Distancio-me, assim, das respeitáveis opiniões da Quercus e da Almargem - ambas com trabalho mais que meritório - que criticaram o gesto, concordando embora com os seus objectivos.”


“O que surge como condenável é a queima de 1 judeu transgénico. Lamento dizê-lo, mas esse aspecto deve ser colocado na balança do ganho social que o gesto induziu”


“Pelo contrário, simpatizo com movimentos que sejam capazes de fazer saltar para o debate público os “pontos negros” da nossa civilização inovando nas acções, se necessário nos limites da lei.”


Como o senhor Louçã pode ver, apenas alterei duas palavras e o texto mudou logo de significado. É este o problema que nos surgiu, um partido eleito democraticamente, um partido que justifica o recurso à violência, quer física quer psicológica, para promover os seus ideais!


Deixando o bloco de esquerda de lado, falemos nos indivíduos que fizeram a acção, este grupo chama-se Verde Eufémia. Pelos vistos é um grupo sem qualquer tipo de estrutura, e pelos vistos sem respeito pela propriedade alheia. Estes donos da verdade, onde os meios justificam os fins, onde o mais reprovável é catalogado como desobediência civil, onde a destruição é esperança!Vimos um homem a perderem parte da sua produção anual, esta perfeitamente legalizada! Se existe problemas é culpa do governo e não do produtor! Grupos destes pouco ou nenhuma utilidade tem. Não tenho dados, mas apostaria como este grupo passou por vários campos agrícolas e não foram falar com nenhum agricultor sobre os potenciais males dos transgénicos, prevenção para estes grupos não existe, deixam o mal propagar-se para mais tarde virem criticar e mostrarem-se interessados, como se fossem os salvadores, justificando a sua existência e actos!


Para terminar gostaria de dizer que se a destruição do campo agrícola é mera desobediência civil e não terrorismo, então o impedimento do aborto na madeira pelo senhor Alberto Jardim também o é!


Sigur

sábado, 25 de agosto de 2007

Taxa de Desemprego


Pois é, desta vez iremos então falar sobre a taxa de desemprego, indicador económico que, nos dias que correm, alarma tanto a sociedade.
De facto alarmar é o termo indicado pois, como vos mostrarei a seguir, por si não constitui um motivo de preocupação para a população.
Os vários meios de comunicação social avançam com uma taxa de desemprego na ordem dos 9% e dizem que esta é uma situação pior relativamente ao mesmo período do ano passado (estamos em 2007 para os mais distraídos). O mais engraçado é que nos encontramos perante uma situação em que sindicatos e Oposição reclamam do Governo dizendo que este devia ter uma palavra a dizer e que devia tomar medidas. A graça está precisamente no facto que a Oposição fala também numa necessidade da diminuição dos quadros de pessoal do Estado, ou seja, numa opinião puramente antagónica pedem ao Governo para auxiliar as pessoas que perdem os seus empregos nas fábricas (sim, porque a única forma do Estado ajudar, pelo menos da forma que estas pessoas querem, é integrando-as nos quadros públicos, pois o Estado não tem forma de manter fábricas abertas), e depois para despachar os seus funcionários menos produtivos (comecem por desinstalar o Solitário e todos aqueles jogos que vêm com o Windows que logo vêem como eles produzem mais; Ah! Aproveitem e desinstalem o MSPaint… sim aquele programa de desenho inalterado há mais de 10 anos que a Microsoft insiste em incluir com o seu sistema operativo…porque mais vale estar a fazer pinturas à Miró do que estar a atender contribuintes chatos. É uma pouca vergonha!!).
Mas enfim, mais uma vez o Diário dos Chulos esforça-se para encontrar uma solução para o problema do desemprego e claro está, para falar a verdade que ainda ninguém falou! Pois esta história da Taxa de Desemprego é uma fachada porque se as pessoas quisessem realmente trabalhar não havia logo nos meses de Abril e Maio, nos primeiros dias de calor do ano, praias na linha de Cascais “à pinha”. Se quiserem trabalhar basta irem às grandes superfícies comerciais pois 7 em cada 10 lojas têm anúncios a dizer “Empregado(a) precisa-se!”. Mas não! Ficar em casa a coçar a emenda do corpo (para não dizer outra coisa e assim tanto dá para homens e para mulheres) e receber o subsidio de desemprego é mais fácil e sempre dá para ir tomando umas “bicas” e comendo uns Pasteis de Nata.
É tudo uma grande vergonha! E ainda nos chamam de Chulos a nós! Trabalhos há muitos mas as pessoas só procuram é empregos.

sexta-feira, 10 de agosto de 2007

Radares em Lisboa


Muita tem sido a contestação em relação aos radares colocados na capital que em muitas zonas não permitem andar a velocidades superiores a 50km/h, mesmo quando algumas estradas se assemelham a vias-rápidas.
As autoridades dizem que o sistema foi instalado para diminuir a sinistralidade rodoviária; por seu lado os condutores reclamam "Caça à Multa".
Pois bem, nós avançamos agora, e em primeira mão, a razão da instalação destes radares em Lisboa: Incentivo ao uso da bicicleta e dos calcantes!
Sim! Não há motivos para exclamações pois a tal velocidade mais vale deixar o carro em casa e ir para o trabalho de bicicleta ou a penantes porque sempre se vai mais rápido. Alem disso, o transito deixará assim de ser um problema (ou não!).
Enfim, fica de resto, e definitivamente, afastada a tese de que os responsáveis pela montagem deste sistema de radares tenham aumentado a sua participação nomeadamente em acções de empresas fabricantes de pneumáticos e sistemas de travagem para automóveis.
Quem tanto criticou a Câmara Municipal de Lisboa por ter inaugurado o Túnel do Marquês, por trazer mais viaturas para a cidade, sofre assim um enorme revés.

quinta-feira, 31 de maio de 2007

Mais um calhau no charco!


Com certeza todos voz já ouviram e até já testemunharam que a WWW é um caixote de lixo, e que metade do que se escreve nela é inútil e com isso não se aprende nada. Pois bem, aqui vocês poderão encontrar cerca de 90% destes mesmos assuntos que toda a gente considera um mito!
Este blog foi criado pois chegamos à conclusão que devíamos ser das únicas pessoas no planeta que ainda não possuíam um blog, e já que andamos todos a navegar na Internet fica aqui mais um calhau que nós lançamos no charco (grande por ventura).