domingo, 26 de agosto de 2007

Milho transgénico em Sines!



























“Está a dar que falar o primeiro acto de desobediência civil ecológica realizada em Portugal. Ainda bem e gostaria de declarar a minha simpatia com o gesto.


Distancio-me, assim, das respeitáveis opiniões da Quercus e da Almargem - ambas com trabalho mais que meritório - que criticaram o gesto, concordando embora com os seus objectivos.”


“O que surge como condenável é a queima de 1 hectare de milho transgénico. Lamento dizê-lo, mas esse aspecto deve ser colocado na balança do ganho social que o gesto induziu”


“Pelo contrário, simpatizo com movimentos que sejam capazes de fazer saltar para o debate público os “pontos negros” da nossa civilização inovando nas acções, se necessário nos limites da lei.”


Assim diz Miguel Portas!


Eu também gostaria de declarar a minha simpatia pelo senhor Miguel Portas, nem Bush diria melhor! Aliás eu proponho o seu nome para o próximo líder do País, um homem que defende este tipo de atitudes, dignas de extrema-direita e ainda chega a deputado europeu por um partido de pseudo-extrema-esquerda, só pode merecer a minha admiração!


Pena é o seu amigo Louçã não ser como o senhor Miguel Portas; directo e honesto; teve logo de estragar tudo e dizer que não era bem assim, que podiam ter feito diferente; resumindo, tornar a sua posição politicamente correcta. Mas no entanto não deixou de mostrar a sua mestria fonética em discursos, e promoveu logo a ideia de que a acção de anulação do campo agrícola pouco importância tinha, a causa verdadeira é o milho transgénico; tentando desta forma nos impingir que nós na realidade queremos é saber do milho transgénico e não da destruição da propriedade em Silves, negando também a sua compreensão pelo importância do acto e do porque da referencia do bloco de esquerda no assunto, indirectamente afirmado que isto tudo não é mais que uma teoria de conspiração do governo, deixando assim a ideia que o BE é um grande partido da oposição (de quem não sabemos)!


“O terrorismo é matar pessoas é ofender pessoas é atacar pessoas” diz Louçã em entrevista à SIC noticias. Já era sem tempo alguém considerar ofensas como um ataque terrorista, o que é destruir o sustento de uma pessoa comparada com uma ofensa? NADA, e não me venham dizer o contrário, qualquer pessoa prefere passar fome a ser ofendido, isso é mais que sabido! Pena o senhor Louçã não ter referido que terrorismo era ATERRORIZAR pessoas, e para isso não é preciso bater em ninguém, basta destruir um edifício ou um campo agrícola, dependendo dos recursos disponíveis.


Por isso eu resolvo mostrar ao senhor Louçã (nome esse que não é reconhecido no meu Office) de uma forma rápida e simples o que se passa, usando o texto do seu amigo:


Está a dar que falar o primeiro acto de desobediência civil contra-judaica realizada em Portugal. Ainda bem e gostaria de declarar a minha simpatia com o gesto.


Distancio-me, assim, das respeitáveis opiniões da Quercus e da Almargem - ambas com trabalho mais que meritório - que criticaram o gesto, concordando embora com os seus objectivos.”


“O que surge como condenável é a queima de 1 judeu transgénico. Lamento dizê-lo, mas esse aspecto deve ser colocado na balança do ganho social que o gesto induziu”


“Pelo contrário, simpatizo com movimentos que sejam capazes de fazer saltar para o debate público os “pontos negros” da nossa civilização inovando nas acções, se necessário nos limites da lei.”


Como o senhor Louçã pode ver, apenas alterei duas palavras e o texto mudou logo de significado. É este o problema que nos surgiu, um partido eleito democraticamente, um partido que justifica o recurso à violência, quer física quer psicológica, para promover os seus ideais!


Deixando o bloco de esquerda de lado, falemos nos indivíduos que fizeram a acção, este grupo chama-se Verde Eufémia. Pelos vistos é um grupo sem qualquer tipo de estrutura, e pelos vistos sem respeito pela propriedade alheia. Estes donos da verdade, onde os meios justificam os fins, onde o mais reprovável é catalogado como desobediência civil, onde a destruição é esperança!Vimos um homem a perderem parte da sua produção anual, esta perfeitamente legalizada! Se existe problemas é culpa do governo e não do produtor! Grupos destes pouco ou nenhuma utilidade tem. Não tenho dados, mas apostaria como este grupo passou por vários campos agrícolas e não foram falar com nenhum agricultor sobre os potenciais males dos transgénicos, prevenção para estes grupos não existe, deixam o mal propagar-se para mais tarde virem criticar e mostrarem-se interessados, como se fossem os salvadores, justificando a sua existência e actos!


Para terminar gostaria de dizer que se a destruição do campo agrícola é mera desobediência civil e não terrorismo, então o impedimento do aborto na madeira pelo senhor Alberto Jardim também o é!


Sigur

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