Sexta-feira, 7 de Setembro de 2007

Um mundo à parte





Autarquia de Odivelas, uma das mais recentes e maiores em Portugal, e que apesar de tão breve tempo de actividade colecciona já um dos maiores passivos a nível nacional.

Este post da autoria dos dois chulos activos do blogue recairá, então, sobre a “requalificação do (...) território” segundo palavras dum não menos maravilhoso cartaz.
Claro que poderíamos começar por falar no constante aparecimento de novos edifícios de habitação, que tanto caracterizam o concelho; poderíamos até eventualmente especular que se Odivelas viesse a ter uma mascote este seria um edifício, mas “isso ficará para outras lutas”.
Comecemos então por mostrar o inicio:

Tudo começou com a construção de rotundas quando tal era “necessário” (ou não) para “melhorar” o trânsito dentro da cidade. Esta velha pioneira do “movimento estilístico” mostra já traços daquilo que se viria a generalizar no resto da cidade (procederemos um pouco mais à frente a explicações): reparem bem nos elementos “decorativos” desta obra arquitectónica, nomeadamente do belo banco de jardim para os velhotes estarem no centro da acção e verem as viaturas a passar de um lado para o outro (isto é melhor do que aqueles “home cinema” com aqueles sistemas de som a 3D), uma rotunda amiga da cidade, preocupada com o bem-estar dos seus cidadãos.
A verdade é que Odivelas chegou ao século XXI como um grande concelho, e como uma “autarquia pouco equilibrada financeiramente”. Mostrava-se então na posição ideal para dar o passo seguinte, partir para a modernidade e evoluir; e o que significa modernidade para a câmara de Odivelas? Rotundas, mas não umas quaisquer, estamos a falar de rotundas “ainda mais” evoluídas.



De facto evolução parece ser a palavra de ordem, mas e o bem-estar humano? O belo do banco de jardim desapareceu do meio das rotundas! Os velhotes já não podem ver a Volta a Portugal do melhor lugar. Pois, se calhar é pelo facto de algumas rotundas se encontrarem na zona nova da cidade. Ainda não há pessoas a viver para aquelas bandas, e mesmo que haja estas serão mais jovens e irão preferir ficar em casa a ver o “mar de telenovelas” que passa na TV. No entanto há uma coisa a apontar: nós não conseguimos mostrar a verdadeira dimensão desde novo “movimento arquitectónico” pois se pensavam que estas eram as únicas rotundas da zona nova estão muito enganados. Existem mais umas quantas irmãs gémeas que resolvemos não captar com a máquina (senão, também não fazíamos mais nada na vida). Temos aqui mais duas “belas senhoras” redondas desta vez tiradas noutro local da cidade. A obesidade não afecta só os homens, como poderemos verificar nas fotos:


De facto esta 3º evolução é constituída por rotundas maiores com 2 e 3 vias de circulação, quando na realidade só a via do meio é utilizada. Ora, o bom português é muito calculista e acha que “no meio é que esta a virtude”. Além disso, o responsável pelo aparecimento destas duas obras foi contagiado pela euforia da construção dos estádios do Euro2004 se não reparem bem no holofote central que serve para iluminar a rotunda. Mais parece ter vindo directamente do campo do Odivelas F.C. (ora o meu Microsoft Word não reconhece a palavra “Odivelas”, inadmissível; uma terra em franco crescimento).
No entanto, estas 2 rotundas não conseguem rivalizar com aquilo que mostraremos a seguir.












Aqui está uma das mais recentes criações da Câmara de Odivelas. Onde antes existia um minúsculo cruzamento podemos encontrar agora esta autêntica “Rotunda do Marquês de Pombal versão Odivelas” Realmente não iguala o número de vias de trânsito da sua irmã da capital mas é igualmente imponente, senão vejamos: 3 vias de circulação, 2 viadutos e jardinzinho todo “cocó”. O quadro seria digno de se colocar num museu não fosse esta placa de umas das ruas que a rotunda liga, estar neste estado. Para construir viadutos e jardinzinhos todos maricas para as rotundas há dinheiro, mas as placas é outra conversa. E isto para não falarmos da manutenção que estes espaços precisam, como cortar a relva e as folhinhas secas e também o custo de água que isto representa (mais um assunto que ficará para outra altura).
Já estamos a escrever há algum tempo, mas parecendo isto meio testamento, e ainda não falámos no ex-libris da cidade. Aqui está uma foto da obra-prima do concelho. De facto é incrível o trabalho destes senhores: uma floresta a lembrar a Amazónia e ainda uma fonte luminosa para alegrar a parte mais cinzenta da cidade.Por outro lado, é uma pena não se terem lembrado de pôr um belo de um banco de jardim dourado para o Senhor, neste caso senhora presidente da autarquia, se sentar ali no seu trono e pensar que agora é uma rainha! A megalomania já “contaminou” o sexo feminino; é uma pouca vergonha. A Sra. Susana
Amador no que toca a rotundas de amador não tem nada!











1 comentários:

João Santos disse...

Adoro estas cenas LOOL. Bom trabalho pessoal. Afinal não é só Quarteira que é má. LOL

Abraços.