terça-feira, 18 de dezembro de 2007

Os Reféns do Natal


Se há marca registada do Natal é o extremo consumo. Promoções fazem-se, novos produtos vendem-se e no fim compra-se tudo. Podemos criticar, mas cada um é livre de fazer o que quer. Mas o Natal mostra um lado da realidade que não nos apercebemos, não porque escolhamos não nos aperceber, mas porque já se tornou tão banal que se esconde nesse mesmo banalizo, como se uma capa fosse; falo das doações feitas pelos centros comerciais a instituições de caridade por cada compra nossa lá. A necessidade do ser humano se sentir bem consigo mesmo é explorada até à exaustão. Perante a compra naquele centro comercial, e outro de preços iguais, mas sem doar o que quer que seja, a tendência será escolher aquele que lhe irá dar o conforto, o bem-estar de saber que doou, saber que esta a contribuir para algo, tornando-se assim refém de si mesmo, refém do Natal. E milhões de Euros entram nestas plataformas comerciais, explorando a imagem de pessoas que precisam dessas instituições para sobreviver, ao mesmo tempo que passam a imagem de beneficiários e não de exploradores, recebendo a compaixão daquele que explora; e esses, são os reféns de primeira linha, aqueles que de tanto precisarem, apontam a arma a si mesmos.
Estamos perante algo eticamente reprimível e condenável; porque nada se faz, porque não se pára esta exploração de imagem e sentimentos? Infelizmente o nada fazer, é a resposta. Por vezes temos de ignorar o que é eticamente correcto, para fazer o correcto. E porque? A resposta a esta pergunta está noutra pergunta; serão mesmo estas plataformas de consumo selvagem os verdadeiros culpados? Por cada compra de um produto alguns cêntimos são doados a uma instituição, é isto que se promete; então, o consumidor nada doa, quem doa é o centro, é retirado do lucro uma pequena parte para ser então distribuída, o consumidor nada faz, não abdica de nada, sente-se bem por nada ter feito; ele não quer doar, ele apenas quer a recompensa de doar, explora a duplicar, explora a imagem das instituições e explora o centro, ele esta ali a fazer um negócio. No fim nada o distingue do centro. A única coisa real é essas instituições, elas precisam do dinheiro, porque várias pessoas dependem dela, se a exploração da imagem dela, e das pessoas do qual necessitam dela, para fins comerciais, por muito eticamente desprezível que seja, garante a sua sobrevivência e o bens estar de muitos, temos apenas de as tolerar; pelo menos até melhor alternativa surgir.

Crenças de Natal



Associamos o natal às prendas, isto porque somos logo em crianças condicionadas a isso; antes de nos explicarem o porque da comemoração é nos dada prendas, não sabemos porque, mas agradecemos. Duas grandes figuras marcam o natal, o Pai natal e Jesus; um nos é dito que existe e distribui prendas, o outro nos é dito que existiu no passado. Com o passar dos anos a crença no pai natal é morta, dizem que ele não existe, mas, estranhamente, ninguém nos diz que Jesus provavelmente também não existiu. Se um adulto diz que acredita no pai natal é ridicularizado pelo facto de acreditar, mas se disser que acredita em Jesus é dado como normal. Claro que podem argumentar que há indícios que podem levar à prova da sua existência, e eu concordo, pois quando milhões acreditam em algo, indícios começam a aparecer em todos os cantos, mas um indício não é uma prova. Mas podemos ser mais arrojados, substituímos Jesus por Deus, porque acreditar em Deus é melhor, mais normal, mais saudável, que acreditar no pai natal? Podemos dizer que nunca ninguém viu o pai natal e que nunca ninguém recebeu prendas do pai natal; muito bem, eu a isso digo o mesmo de Deus, nunca ninguém o viu, pior, ele diz amar a humanidade e no entanto há guerras e doenças. Tudo o que Deus faz é pró nosso bem, se há guerras e doenças é porque é necessário; então eu digo que nunca ninguém recebeu prendas do pai natal porque é pró nosso bem, o pai natal tem uma razão para isso. Porque ninguém considera ambos como reais, mas altamente incompetentes? Há guerras porque Deus tem mais que fazer, não há prendas do Pai natal por compaixão com Deus.

sábado, 15 de dezembro de 2007

Imigração



Vivemos numa época, onde a liberdade de ideais esta limitada ao politicamente correcto. E o que é o politicamente correcto? É o oposto de tudo o que Nazis defendiam.
Uma definição simples, mas é esta a qual seguimos nos últimos 60 anos. Pouco se quer saber se o que se defende merece algum crédito; se foi defendido por algum partido, ou indivíduo com pretensões nazis, então é para ser descartado.

A defesa contra a Imigração feita pelo PNR, é sistematicamente condenada, ridicularizada, ignorada. Porque isto acontece?
Aqui não se discute se este partido tem ou não razão neste assunto, mas sim a sua opinião ser condenada sem antes ser ouvida só por ser anti-imigração. Será pelos seus membros serem na maioria neo-nazis?

Os partidos ditos politicamente correctos, nomeadamente os de esquerda (e alguns de Direita), abatem qualquer assunto ou discussão sobre a imigração com o argumento de que “os imigrantes vêm fazer os trabalhos que os portugueses não querem fazer”, o que é um bom e válido argumento; o problema do mesmo é o facto de nos vender uma ilusão. Perante tal argumento somos tentamos a acreditar que evoluímos ( por falta de melhor palavra) para um estado de desenvolvimento onde já temos condições para, em plena consciência, negarmo-nos a realizar determinados trabalhos. E certamente que muitos dos portugueses o podem fazer, mas longe serão a maioria.

Como podemos deixar passar impune tal argumento? Ao mesmo tempo que se diz que os imigrantes vêm fazer trabalhos que os portugueses não querem, vemos os mesmos portugueses a baixar os salários, pois podem ser substituídos por um imigrante. Como pode ser isto possível? Se os mesmos vêm fazer os trabalhos que os portugueses não querem, então não deveria existir qualquer concorrência, mas ela existe; talvez porque a taxa de abandono escolar esteja nos 39%, talvez porque as habilitações dos portugueses serem baixas, talvez os portugueses não tenham outra hipótese se não ficar com esses trabalhos, mesmo que não queiram. Certamente que o aumento da taxa de imigração esteja de alguma forma relacionada com o aumento da taxa de desemprego, pois segundo o Governo, os inscritos nos centros de empregos tem na sua maioria qualificações baixas ( se é verdade ou não, não sei), se os trabalhos para pessoas com qualificação baixa esta ocupado por imigrantes, o que sobra para estas pessoas?
E perante isto que vemos nós? imigrantes médicos, e porque? Porque não foram formados os suficientes; então agora temos imigrantes para os trabalhos mais qualificados, e imigrantes para os trabalhos menos qualificados, onde ficam os portugueses nisto tudo? Certamente que não é o fim do país, longe disso, mas uma coisa é certa, alguém vai ficar sem trabalho para um imigrante que veio fazer um trabalho que supostamente ninguém quer fazer; onde com alguma imaginação chegamos a conclusão que são todos os trabalhos.

Este texto pode ser encarado como um texto anti-imigração, ficando dentro dos textos politicamente incorrectos, apesar de apresentar os seus argumentos e não ofender alguém, mas não o é, o que se pretende é honestidade neste assunto; nós não somos a Alemanha, Suécia, ou qualquer outro país europeu cujos seus membros podem dar ao luxo de negarem trabalhos, temos uma realidade própria e é a isso que nos devemos concentrar.


Sigur