quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

Desporto = Futebol





No dia 7 de Outubro de 2007, Vanessa Fernandes voltou a triunfar ao vencer mais uma etapa da Taça do Mundo de triatlo, que decorreu em Rodes na Grécia. O que poderia parecer apenas mais uma vitória a juntar a ao rol impressionante que a Vanessa tem vindo a acumular, constituiu a 19ª vitória em etapas da Taça do Mundo. Assim, e com apenas 22 anos, conseguiu igualar o recorde da australiana Emma Snowsill (que é apenas o melhor máximo de sempre). Vanessa participou esta época em sete etapas e só não venceu uma, em Mooloolaba, onde venceu precisamente Snowsill, que corria em casa. Sagrou-se Campeã do Mundo de triatlo em Hamburgo, e lidera desde 2006 o ranking mundial da modalidade.
Agora pergunto eu: quantas provas desta atleta foram transmitidas durante o ano? Quantos portugueses tiveram oportunidade de assistir a estas vitórias? Quantos portugueses sabiam sequer, antes da prova de Rodes, que a Vanessa Fernandes estava à beira de igualar o maior recorde de sempre do triatlo? Arrisco-me a dizer que muito poucos, e tudo porque neste país só o futebol interessa e as notícias de topo resumem-se aos desentendimentos ocorridos entre os jogadores do Benfica, os insultos trocados pelos dirigentes desportivos, e claro, o estado do relvado do estádio Alvalade XXI que já deve ter sido mudado umas 100 vezes (com tanto estrume não há relvado que aguente, ou não estivéssemos nós a falar das casas de banho da 2ª circular)!!! E isto tanto acontece com a Vanessa Fernandes, como com tantos outros atletas portugueses. Em Portugal, desporto é igual a futebol e as restantes modalidades pouco interessam, e nem espaço têm para existir.
Não tenho nada contra o futebol, antes pelo contrário, mas não acho normal o interesse exagerado que se dá a este desporto. A maioria dos portugueses nem tem sequer oportunidade de gostar de outros desportos, uma vez que não lhes é dada a oportunidade de os conhecer e de os apreciar. Os jornais e os programas desportivos existentes em Portugal falam quase exclusivamente de futebol, dos resultados de todas as divisões e mais algumas, até dos campeonatos regionais e distritais, mas pouco mais retratam além da realidade futebolística. E o basquetebol? E o hóquei? E o rugby? …

A Selecção Nacional de Rugby, por exemplo, participou pela primeira vez em toda a sua história num CAMPEONATO DO MUNDO, mas NENHUM canal de televisão aberto transmitiu os seus jogos!!! Será que não eram mais importantes que os jogos amigáveis nos quais participam a Selecção de Futebol? Pelos vistos não, uma vez que estes sim são na maioria das vezes transmitidos num dos três canais de televisão. Está bem que o rugby não é um desporto popular em Portugal, e até é bem possível que a maioria dos portugueses nunca tenha visto um jogo desta modalidade (eu também não tinha visto nenhum, até assistir ao Portugal-Escócia num canal francês), mas era uma equipa PORTUGUESA que estava a participar num CAMPEONATO DO MUNDO!!! Será que não é uma prova suficientemente importante para os canais se dignarem a transmitir os jogos??
Todos sabíamos à partida que iria ser uma participação muito difícil, e que o mais provável era até nem conseguirem nenhuma vitória, até porque eram amadores contra profissionais e iriam jogar frente aos melhores do mundo. Mas mereciam que Portugal inteiro os visse, nem que fosse apenas pela garra que demonstraram e pela forma arrepiante como cantaram o nosso hino. Sacrificaram-se por amor ao desporto e para elevarem mais alto o nome de Portugal.
Não é como a maior parte dos jogadores de futebol que não consegue disfarçar que está ali por dinheiro, e que não joga pela selecção metade do que joga no clube que representa. Principalmente se estivermos a falar destas “novas estrelas” do futebol, que têm a mania que são os maiores só porque foram transferidos para grandes clubes europeus. Demonstram muito pouco amor pela camisola do seu país, limitando-se a mexer os lábios quando toca o hino nacional. Até parece que é um frete jogarem na selecção.




Os portugueses gostam muito quando os nossos atletas conquistam medalhas nos Jogos Olímpicos, que constitui uma das provas de topo do desporto mundial, mas pouco apoio se dá a esses atletas. Não falando de ajuda monetária e de condições de treino que devem ser asseguradas pelo Estado e pelas associações desportivas, penso que a melhor forma de os apoiar será reconhecer o seu esforço e as suas conquistas. Não deverá esse apoio partir em primeiro lugar dos meios de comunicação, através da divulgação e transmissão destas modalidades? Penso que sim, pois qualquer português se entusiasma e gosta de ver a vitória de um atleta que enverga as cores e a bandeira de Portugal.

terça-feira, 8 de janeiro de 2008

Ano Novo, Vida Nova (Parte 2)


A vida anda difícil. Anda mesmo muito difícil. É ver o preço das coisas a aumentar e o salário a ser o mesmo de há 10 anos para cá. Que o digam principalmente os fumadores deste país cujo o bem essencial a sua existência sofre aumentos anuais na ordem dos 10%. Realmente é complicado continuar a comprar cigarros principalmente para aqueles que ganham o salário mínimo. Mas quem disse que complicado é sinónimo de impossível?
Pois bem. O Estado português resolveu “dar uma mãozinha” para estes indivíduos e aprovou em Agosto passado, se não me engano, um decreto de lei que proíbe os cidadãos de fumar em espaços públicos fechados. É de facto curioso o Estado estar a querer combater o consumo de tabaco, visto que mais de 75% do preço de venda deste produto é imposto logo vai direito para os cofres públicos. Podemos pensar que o Governo teve uma atitude altruísta com estas medidas mas é um total engano: o Estado gasta muito mais dinheiro no tratamento de um doente de cancro do pulmão do que todo o dinheiro que este por ventura desembolsou em impostos do tabaco.
No entanto, aquilo que há a tirar desta nova situação é positivo visto que a meu ver irão ser respeitadas (se a lei for aplicada na prática) as liberdades de todos aqueles a quem o fumo incomoda. Eu pessoalmente não me lembro de nenhum fumador me perguntar se me importava que se fumasse à minha frente, mesmo quando chega ao espaço de convívio depois de todos os outros que estão presentes.
Enfim, os fumadores são indivíduos egocêntricos e egoístas, e eu sei do que falo porque eu próprio já fui um! A necessidade de satisfazer o vicio e o prazer é superior à liberdade e vontade dos outros que os rodeiam.
Só desta forma é possível compreender afirmações de certos fumadores que são convidados para noticiários e que afirmam à frente das câmaras para milhões de pessoas verem, que para eles “uma criança a chorar num restaurante incomoda muito mais do que o fumo de um cigarro!”.

A palavra do desconhecido: a voz do paraíso.




Para se ser pessoa, tem de se ser Humano. O Ser Humano vive em comunidades. Comunica com outros seres humanos e condiciona a sua evolução na evolução da sociedade.
Como indivíduo, cria relações com outros indivíduos. Ouve as palavras dos seus conhecidos, e discute com eles. Tudo o que caracteriza e compõe a interacção humana desenrola-se. A habituação com outros, leva-o a tornar-se amigo com uns e a desenvolver relações íntimas com outros. As palavras destes contam.
Com a habituação conforto ganha-se; passa a conhecer o outro e a ter expectativas dele.
Mas, a uniformidade não é uma característica humana numa micro-escala. Subitamente no meio, surge indivíduos que com o passar do tempo, viram-se contra os seus conhecidos. A imagem criada sobre a realidade desajusta-se; a palavra destes passa então a valer cada vez menos, e a palavra daqueles que não conhece cada vez mais. Perante a humanização do próximo, procura algo mais “divino”; no sentido menos literal da palavra. Vê naquele indivíduo desconhecido um poço de conhecimento e opiniões válidas; reconhece mais nele, do que o desconhecido reconhece em si próprio. Amigos negam a palavra de outro amigo; pais são negados pelos filhos.
Da voz do desconhecido vem o paraíso. Este, pela Universalidade da sua palavra, transforma a mentira em verdade. O indivíduo quer acreditar nele.
Subitamente a casa, conhecida do indivíduo, passa a ser a sua inimiga. A sua própria vida, conhecida por ele, é vista como indesejada. Este precisa de emigrar para juntos dos desconhecidos. Despede-se dos conhecidos com a razão e a certeza de um indomável; Todos lhe vendem a ideia da realidade; mas ninguém o pára. O paraíso lhe espera.
O indivíduo emigra para junto dos seus desconhecidos, para uma casa desconhecida. Perante uma realidade nova, procura ambientar-se. O tempo passa e os desconhecidos passam a ser conhecidos. A habituação instala-se. A vida muda; mas só para ajustar-se. Ninguém o esperava. Os sonhos passam ao domínio dos sonhos. O paraíso cai. Tudo o que lhe foi dito era uma mentira. Afinal os desconhecidos também mentem.
A realidade não aceite uma vez, é negada uma segunda vez. Ele torna-se a voz desconhecida, e em contacto com os seus conhecidos que estão na sua casa de origem, vende o paraíso. “Aqui todos os vossos sonhos se realizarão; nada vos espera onde estão”, diz ele.

segunda-feira, 7 de janeiro de 2008

Ano Novo, Vida Nova (Parte 1)


Viva a miss América! Sim. Só arranjo esta explicação para a hipocrisia (ou será que devo chamar palhaçada) que se observa todos os finais de ano nas reportagens televisivas.

- Então afinal, quais são os seus desejos para o novo ano?
- Eu gostava que houvesse paz e amor no mundo inteiro, isso é o mais importante!

Deviam era todos emigrar para os “States” e candidatarem-se todos ao concurso da miss América. É sempre a mesma coisa todos os anos. Toda a gente quer paz e amor mas depois durante o ano inteiro não sabem fazer mais nada senão atirar calhaus uns aos outros, nem que não seja só para dizerem mal uns dos outros. Ao menos tinham vergonha na cara e diziam o que realmente queriam para o novo ano: uma casa nova, um carro novo, dinheiro, etc..
Esta gente pensa que engana quem? A mim é que não de certeza! Isto realmente anda meio mundo a tentar enganar outro meio.

Lixo no lixo



Depois de algum tempo ausente, decidi publicar o meu primeiro post...

Vamos falar ora menos do que Lixo...

Como devem já ter ouvido, existe uma mensagem muito popular, que encontramos em inúmeros sítios, colocadas em sítios estrategicamente posicionados, em lugares como estádios, hospitais, no jardim, na “nossa rua” e até no cemitério...
....alguns destes objectos têm formas rectangulares, outros são mais quadrados e até uns com algumas formas que nem sei o que são.... a maioria são grandes mas também existem pequenos...
Ora como já devem ter percebido estou a falar de um utensílio muito importante na nossa vida.... O contentor do lixo... mas não é disso que vou falar... mas sim daquele autocolante que todos têm... “Lixo no Lixo”...
Lixo no lixo... sem duvida é um slogan que fica no ouvido... de tal maneira que um criança de 2 anos percebe logo... pois não tem nada de complicado....até por contrario.. é muito simples... e pratico... Lixo no lixo...
Mas mesmo assim, vou tentar ser mais explicativo para aqueles que não perceberam o slogan... ora se temos lixo... metemos no lixo...
Simples... não é?
È um slogan quem têm como objectivo manter as rua limpas.. não é? Ou não? Para ser sincero acho que não, pois se assim fosse certamente não escreveria sofre isto...
Eu no meu entender, isto não é mais que uma política para combater o desemprego em Portugal...
Sim o desemprego..., pois como já constataram, as ruas deste belo pais são completamente limpas, imaculadas .. não é assim?
As rua estão sempre tão limpas que cada vez que vamos À rua não temos necessidade de estar sempre a olhar para o chão...podemos passear livremente e sem preocupações de desviar do cocozinho do pantufa, do pacote de vinho da farra da noite anterior, ou até daquela garrafa de agua.. que a Maria deixou cair quando ia a correr para a paragem do autocarro..
Novos problemas, novas soluções... assim desde já peço a todos os nossos cibernautas para contribuírem para esta causa, antes de meter o lixo no seu local pense no Sr. Aníbal, no Sr. Manuel ou então á dona Irene! Eles sem duvida alguma irão gostar da sua ajuda para está causa...

sexta-feira, 4 de janeiro de 2008

Pagas uma tarte, mas não levas, é para abater na dívida!



Desde que ganhei uma Xbox 360 no mcdonalds, as idas a esse célebre restaurante, tem vindo a ser um autêntico conflito armado. Embora eu tenha recebido a consola em casa, sem que nenhum dos trabalhadores saiba (penso eu) aqueles amáveis senhores que estão sempre trombudos (deve ser por causa das camisolas, afinal de contas aquele vermelho não condiz com nada) e que raramente entendem o pedido à primeira, eu até já pensei oferecer um cotonete para aqueles senhores limparem os ouvidos antes de fazer o pedido.Eles parecem que tem um condão mágico; condão não, um M mágico, pois todas as vezes que vou ser atendido no driving, esquecem de por alguma coisa no saquinho; é um hambúrguer, uma tarte, os molhos, os nuggtes, etc etc. Devem ver na cara dos clientes quem é que recebeu prémios nas promoções:“ olha aquele gajo, tem cara que ganhou uma consola, agora tem que pagar na mesma em produtos; hoje paga e não leva uma tarte, é para abater na dívida”, afinal de contas uma empresa não se pode dar ao luxo de dar prémios sem ter que receber o dinheiros dos mesmos, contudo eu já não vou nessa cantiga, antes de abandonar o respectivo lugar, peço sempre as coisas que faltam. Normalmente oiço sempre:”epá desculpe lá, não volta a acontecer”, não volta a acontecer o caraças, pois todas as vezes é a mesma merda, se eu fosse uma gaja toda boa não me acontecia isto, mas como sou um tipo igual ao outros todos….